A série (brutal): Os treze porquês | Breve reflexão sobre os principais assuntos

Oi gente! 

Para o post de hoje decidi falar sobre a nova série da Netflix, que deu uma polêmica bem mínima no Twitter há dois dias atrás, mas que precisamos falar sobre ela: Os Treze Porquês (13 Rasons Why). A série é baseada no livro, que, de todos os tempos, é o que eu mais queria ler e me dedicar exclusivamente a entender tudo, a desvendar esses mistérios. Bom, como não deu para ler, o que restou-me foi assistir a ela no fim de semana. E foi BRUTAL!


ATENÇÃO! SE NÃO ASSISTIU ESSA SÉRIE EU RECOMENDO QUE NÃO LEIA O POST, POIS PODEM HAVER POSSÍVEIS SPOILERS AO LONGO DA REFLEXÃO POSTA AQUI.

antes de assistir à série, no dia 29 resolvi ver um vídeo-resenha de uma garota sobre o livro. Achei incrível o decorrer da história e do vídeo dela (o qual não tem spoiler), e acabou que, no fim, estava super empolgada. Mas NOSSA! Quando comecei a série, dia 30, eu percebi que eu terminaria-a com um gosto muito ruim na boca. A história se trata de suicídio, de bullying e ciber bullying entre jovens e estupro. Sim. Isso mesmo, meus caros: os assuntos que mais (me) machucam quando discutidos (que são poucos discutidos, apesar de tudo).

O suicídio de Hannah Baker é o grande centro da história, em que ela decide, antes de cometer tal ato, gravar fitas que justificariam os 13 motivos que a levou a fazer o suicídio. O começo da série é tranquila, sem muitas surpresas, mas você fica enojado com o que acontece: desde fofocas à bullying mesmo. Deu-me a impressão de que a Hannah era aquela típica garota bonita que o pessoal fala bem na sua frente e ataca pelas costas. De vadia para cima graças a uma foto vazada e uma mentira começa o fim de sua vida. Dá para perceber, depois da metade a história, que ela passa a ter distúrbios psicológicos, medo de confiar, mas ainda sim, confiando. É inadmissível o que fazem com a garota, além disso, são jovens do 2° e 3° ano do colegial. Como pessoas tão novas conseguem fazer isso com alguém? É uma das grandes reflexões que você faz no começo. E mesmo se você é daqueles que pensou "poxa, mas é só uma fofoca! Ela fez tempestade num copo d'água", amigo, você pode ser um dos porquês de alguém ser do jeito que é. Veja bem, há várias personalidades por aí, e você não é igual a ninguém. Pessoas são sensíveis... Imagine você, em uma escola nova quando, do nada, acontece uma fofoca ou o que for aparece e corre a escola inteira sobre você? Onde todo mundo, até seus amigos novos, desconfiam que você fez aquilo. Como se sentiria? É difícil essa questão e deveria ser posta em debates nas escolas e até mesmo em faculdades, porque acontece sim (eu sei bem que acontece).

Além disso, o bullying aumenta para Hannah graças aos problemas dos outros (o caso da lista de "quem é melhor em quê"). Hannah perde seus novos amigos aí, e volta a ser sozinha. Mais uma vez, e participo deste grupo: você vive algo muito bom com uma ou um grupo de pessoas que te escutam e partilham da maior parte das afinidades com você. Do nada, aquilo é tirado de ti e você nem sabe o que ou como aconteceu, ainda mais: acaba caindo de culpada de coisas que você não faz ideia de como rolou. Isso é difícil e desanima muito. Eu, particularmente, não tenho o que chama-se comumente de "amigos", pois percebi que me dou melhor sozinha. Sério. Não faz ideia do quanto é melhor a vida sem pessoas tóxicas do seu lado, pessoas que não partilham dos mesmos gostos que você tem... É como se te tolerassem. É um saco. 😔


A parte do estupro é tensa. Não vou dar detalhes para vocês porque isso é um divisor de águas na série, porque aqui Hannah já está em uma depressão média, onde a chama da esperança arde bem pequena, mas pelo menos, ainda estava lá. Isso deu à ela um estresse pós-traumático pelas cenas que vem a seguir. Não vou entrar muito em detalhes porque estou escrevendo o post com lágrima nos olhos... É uma série que não é fácil para ninguém assistir. E quem é sensível à essas cenas não deveria assistir à série, porque tem agressão, as cenas fortes de estupro e o último episódio inteiro. É melhor manter a descrição. Okay? 😉



Enfim, não quero entrar em detalhes aqui neste post, só queria dar uma visão geral do seriado, que foi muito bem produzido, com cenas claras e mistérios muito bem elaborados (não farei a relação com o livro, pois não o li). É uma série para pai, mãe, professores, psicólogos (dedico aqui para os que fazem o papel de conselheiro nas escolas), enfim, à toda comunidade escolar. E não tenha medo de pedir ajuda: procure um profissional, seus pais. Eu sei que é difícil, mas, como os produtores falaram o suicídio não é a solução, a dor deixada para trás é sentida até por quem, muitas vezes, nem tinha uma relação íntima com você. Suicídio não é belo, e é a 2° maior causa de morte entre jovens no Brasil e em muitos outros países. Cuide-se e se abra.

Falarei mais sobre a série e esses assuntos no decorrer das semanas, porque minha tarefa de hoje é digerir essa série (demorei três dias para terminar de ver o fim). Então aguardem.

Beijos. 😘